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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

As marcas da oralidade na escrita e da escrita na oralidade

Por prof. Eliorefe Cruz Lima

01.Objetivos e fundamentação teórica.

Os objetivos deste trabalho é mostrar as semelhanças entre o texto escrito e o oral,no sentido de que as duas modalidades são atividades planejadas; revelar as marcas da oralidade na escrita ,da escrita na oralidade, e às vezes ,dependendo da circunstância como algumas classes de palavras mudam a sua interação e relação gramatical em função da oralidade e

das condições situacionais do diálogo,isto é os fatores pragmáticos que cercam a interação (onde ocorre o diálogo,quem são os interlocutores,o grau de intimidade que os une,os conhecimentos partilhados que pressupõe,o tema de que tratam.... (Preti,2002:52)

E também “os recursos não-verbais ,ou paralingüísticos,tais como o olhar,o riso,os meneios de cabeça,a gesticulação,têm um papel fundamental na interação face a face”.( Marcuschi,1997:63

Também se pretende defender “ a posição de que não se pode tratar as relações entre oralidade e letramento ou entre fala e escrita de maneira estanque e dicotômica” (Marcuschi,2001: 9).

Desse modo, parece que saber muita gramática não é o suficiente para o indivíduo ter um bom desempenho nos usos da língua. E, a Gramática Tradicional não dar conta das multiformes possibilidades de comunicação como os recursos não-verbais ou paraligüísticos e da Pragmática como já foi citado.Na interação verbal o usuário da língua muitas vezes não dar para considerar as regras da gramática por não ser suficiente para transmitir uma determinada idéia exigida naquele momento de comunicação.. Sobre isso Marcuschi declara que

....são os usos que fundam a língua e não o contrário,...falar ou escrever bem não é ser capaz de adequar-se às regras da língua,mas é usar adequadamente a língua para produzir um efeito de sentido pretendido numa dada situação. Portanto, é a intenção comunicativa que funda o uso da língua e não a morfologia ou a gramática.Não se trata de saber como se chega a um texto ideal pelo emprego de formas, mas como se chega a um discurso significativo pelo uso adequado às praticas e à situação a que se destina.(op. cit. p. 8)

Há uma discussão sobre a diferença entre língua falada e escrita que aponta a primeira como atividade não planejada. Sobre isso, Preti,apoiado nas idéias de Marcuschi declara que há

... um continuum entre as duas modalidades de língua,de tal sorte que há gêneros escritos que se aproximam da fala(bilhetes, inscrições murais etc) e gêneros orais que também lembram a escrita (palestras, discursos oficiais etc ( Preti ,2002:51).

Ainda sobre o mesmo assunto, apoiado nas idéias de Ochs, Preti declara

...que existe em ambas as modalidades um “planejamento restrito” , dependendo do gênero do texto,das finalidades e das circunstâncias em que é produzido(...) na língua escrita,até mesmo uma\ inscrição mural revela um mínimo de planejamento. Da mesma maneira, um texto oral, pelo menos em princípio, também se revela planejável, ou como se costuma afirmar, continuamente replanejável.(...) ; quem principia uma conversação tem ,pelo menos, um tema e uma mínima organização das idéias que irá desenvolver ,até mesmo com o objetivo de manifestar interesse no seu interlocutor.( op.cit.p.51).

E Preti conclui citando Kock :

[A conversação natural face a face] é relativamente planejável de antemão, o que decorre, justamente, de sua natureza altamente interacional; assim, ela é localmente planejada, isto é, planejada e replanejada a cada novo “lance” do jogo.(op.cit. p.51)

02.Letramento,alfabetização,escolarização,oralidade,fala e escrita.

Antes de analisar o Corpus, é necessário tecer alguns comentários, fazendo uma distinção entre letramento, alfabetização e escolarização. E também esclarecer o que seria a oralidade, fala e, escrita.

Quanto ao letramento, Marcuschi declara:

Até mesmo os analfabetos, em sociedades com escrita, estão sob a influencia do que contemporaneamente se convencionou chamar de práticas de letramento, isto é, um tipo der processo histórico e social que não se confunde com a realidade representada pela alfabetização regular e institucional.( (Marcuschi,2001:.19).

Marcuschi ainda chama a atenção do leitor para não

super que só existe um letramento. O letramento não é equivalente à aquisição da escrita. Existem “letramentos sociais” que surgem e se desenvolvem à margem da escola, não precisando por isso serem depreciados.

A escrita é usada em contextos sociais básicos da vida cotidiana, em paralelo com a oralidade. Estes contextos são, entre outros:

- o trabalho

- a escola

- o dia a dia

- a família

- a vida burocrática

- a atividade intelectual

Em cada um desses contextos, as ênfases e os objetivos do uso da escrita são variados e diversos. Inevitáveis relações entre escrita e contexto devem existir, fazendo surgir gêneros textuais e formas comunicativas ,bem como terminologias e expressões típicas. O letramento é um processo de aprendizagem social e histórica da leitura e da escritas em contextos informais e para usos utilitários,por isso é um conjunto de práticas,ou seja,de letramentos. O letramento envolve as mais diversas práticas da escrita(nas suas variadas formas) na sociedade e pode ir desde uma apropriação mínima da escritas,tal como o indivíduo que é analfabeto,mas letrado na medida em que identifica o valor do dinheiro,identifica o ônibus que deve tomar,consegue fazer cálculos complexos,sabe distinguir as mercadorias pelas marcas etc.(op. cit. p.19,21,25).

Quanto à alfabetização, esta não acontece naturalmente na aprendizagem social, , histórica e em contextos informais como acontece com o letramento ,

“...mas é sempre um aprendizado mediante ensino,e compreende o domínio ativo e sistemático das habilidades de ler e escreve”.( op.cit.p.21,22).

E, concernente a escolarização, o mesmo auto declara que

...é uma prática formal e institucional de ensino que visa a uma formação integral do indivíduo,sendo que a alfabetização é apenas uma das atribuições/atividades da escola. A escola tem projetos educacionais amplos, ao passo que a alfabetização é uma habilidade restrita.(op.cit.p.22).

E,quanto a oralidade ,Marcuschi esclarece que

seria uma prática social interativa para fins comunicativos que se apresenta sob variadas formas ou gêneros textuais fundados na realidade sonora;ela vai desde uma realização mais informal a mais formal nos mais variados contextos de uso.(op. cit.p.25)

E quanto à fala o mesmo autor dia que

Seria uma forma de produção textual-discursiva para fins comunicativos na modalidade oral (situa-se no plano da oralidade, portanto), sem a necessidade de uma tecnologia além do aparato disponível pelo próprio ser humano. Caracteriza-se pelo uso da língua na sua forma de sons sistematicamente articulados e significativos ,bem como os aspectos prosódicos ,envolvendo, ainda, uma série de recursos expressivos de outra ordem, tal como a gestualidade, os movimentos do corpo e a mímica. ( op.cit.p.25)

Assim, o falante ideal ou competente não é aquele que fica preso às regras gramaticais, como aconteciam com os poetas parnasianos que se preocupavam com a arte pela arte,ou seja, a poesia não tinha nenhuma ligação com a questão social,política e religiosa,mas a preocupação era unicamente com a beleza estética,o preciosismo verbal, no sentido de mostrar e impressionar o leitor que tinham profundo conhecimento de nomenclaturas. Mesmo que aquela linguagem não fosse entendida, o escritor era considerado um sábio e competente no sentido de comunicar bem. Hoje sabemos que o falante ideal é aquele que sabe usar a língua adequadamente nas mais diversas situações de comunicação. Sem, contudo, desprezar as regras impostas pela gramática, mas que saiba utilizá-las no momento e contexto apropriados.

03.O Corpus

Para discutir e mostrar como essas teorias se aplicam, vamos acompanhar o desenvolvimento de um texto entre dois falantes,de sexo e grau de instrução diferentes ,convidados para realizar um diálogo de uns 30 minutos sobre o tema “ a vida adolescente” ,que lhes foi lido alguns trechos de uma revista sobre o assunto minutos antes do início da gravação. Um dos informantes, a partir de agora denominado de (SP) tem 36 anos. É casado,tem o Ensino Fundamental completo e professor de música. É pai de três filhos, sendo um deles adolescente. SP tem um forte carisma para lidar com jovens e adolescentes.

Já o segundo informante, a partir de agora denominado (EM),tem 47 anos. É casada e mãe de um casal de filhos, nove e onze anos de idade. Grau de instrução, Superior Completo. Trabalha como Assistente de Direção numa Escola Municipal da Capital de São Paulo e como Auxiliar de Período no Centro Educacional Unificado ,o CEU ,na unidade de Campo Limpo ,também na Capital de São Paulo. Também é uma informante que tem uma vasta experiência de lidar com jovens e adolescentes há mais de 20 anos. Além deles,há uma audiência passiva de um documentador (Doc),que só participa na conversação quando se trata de iniciar o diálogo e lembrar algo que um dos informantes não conseguia lembrar.

Texto

Doc. : agora é com vocês.

SP: e aí EM, que que cê acha?

Doc.: fala alto.

SP: começa falar aí EM

[

EM: olha e :: eu acho

[

SP: só começo falar depois que alguém....

[

EM:eu acho muito complicado essa éh éh... essa relação com adolescente...rela.... relação:::DA reBELdia do ser diferente do...eu não sei.... eles têm uma FAse que ele ele estão saindo/ eles não são mais criaANças,mas também não são mais adULTos...e eles querem proVAR pro mundo pra eles que eles POdem ser diferentes...o adulto é caREta...que às vezes tem aquele jeito moNÓtono mas assim é caREta....

[

SP: éh...

EM: mas o problema né?essa fase que acho ... maior é... é a tendência saBe? (( barulho externo)) da rebeldia aparen.... mas no se enVOLve com outras coisas com DROgas::com outras coisas e têm outros que já se envolvem...e também A conseQÜENcia disso...agor... ...voce imgina ....um piercing tudo bem ele pode tirar....

[

SP: éh

EM: mas tarde passa a fase ele tira né?agora ...e o a tatuagem?

SP: éh...na maior parte não pode.... ser removida né?

EM: não pode ser remoVIda....mas tarde ele pede CHAnce de emPREgo ...um emprego bom não admite um funcionário com tatuagem ....eu tenho uma amiga ela tem uma peQUEna tatuagem pequeNINHInha na perna muito pequenininha ela é nutricionista....olha pa empresa a a ceitar ela ela é obrigada a usar meia meia tá sempre de meia uma meia não muito fina que cubra a tatuAgem...

SP: éh....porque.... e o pior é se arrepender né? porque normalmente... o o adolescente/eu acho que a gente precisa ter esse cuidado a a impressão que eles passam pra gente é que::nada do que ele fizer éh éh... vai trazer arrependimento

[

EM: vai trazer arrependiMENto

[

SP: éh

[

EM: não é eRRAdo

[

SP: é verdade

EM:éh ele não consegue ter essa visão e o pai pra mãe o pai e a mãe ou o quem fala é caREta...

[

SP; éh

EM:éh que não sabe o que é viver ....e ele não tem essa noção porque é somente uma fase...mas o engraÇAdo é que não são todos.....

SP: é verdade

EM: eu não tive essa fase de de dessas rebeldias dessas coisas ....já tem uma fi....uma aluna lá da escola que filha ú::nica,uma meNI::na....boa:: aLUna...essa menina vi...ficou adolescente ela só anda de preto ela só anda...com aQUEles calção todo a vontade ...quer dizer ....eLA tira totalmente a fenimibi a femi...a feminina....((dificuldade de pronunciar a palavra feminilidade))

[

SP: feminina...

EM :... nilidade da minin...da criança dela (( persistência em pronunciar a apalavra feminilidade )) é uma menina se tornou uma menina bonita mas uma menina que não tem

GRAça...

[

SP: uhn

EM: agora vai a mãe que não quer ver sua sua filha vesTIda boniTInha... única FIlha...e de repente tá lá ...só de preto aqueles camisetão ...agora tem uma COIsa éh éh éh (S)...esse psicólogo falou que tem que tomar cuidado com a relação proibida ... comportamento dele isso ela não mudou...

[

SP: pois é

EM: ela continua sendo uma boa aluna...pela conversa da mãe ela continua sim tendo uma relação boa co... com os pais....mas só se interessa por este tipo de musica ...só e e e só quer saber (dessas roupas)...já tem OUtros que eles MUdam totalmente eles ficam agressivos eles querem andar com aqueles ...aquelas pessoas éh todo...meio piRAdo meio louco passa a beber passa a fumar passam a usar drogas e Isso é que é o perigo

SP: éh...e eu também eu estava observando e esses tempo aí passado que que um adolescente até conhecido da gente ...que ela ela começou manifestar na casa na casa dos pais assim....muita ...atração pelo ROck né?esse ... pela música rock pelas roupas pretas e não não foi só elas eu acompanhei alguns adolescentes assim com esse costume....ah::é impressionante mas...éh....no caso dessa dessa me::nina tive a oportunidade de conversar com ela....que aconteceu uma coisa interessante...que.... e e ela depois de certa forma parece que ela diminuiu a intensidade daquele envolvimento dela com esse movimento ...nao com a música rock mas com o MOvimento com a com a onda ...aquele negócio vestir de preto ser radical ser contrário a todas as opiniões... todo mundo pode concordar com a cor mas ELa discCORda ....sempre sendo contra e::::e depois de certo ã... certo tempo até conversando com os PAis dela tive conversando com ela também na ocasião ...NUNca reprimindo porque também eu tive algumas experiências e ... a gente vai aprendendo a lidar com isso... porque e::::mas ela ...ela ela tava sofrendo uma uma alteração dos VALOres da da família....porque:::o o ...o que parecia pra ela ser apenas uma ONda ...um....movimento que a TURma gosTAva que ela era aproVAda e e bem éh bem aceita naquele grupo ...começou fazer com que ela ....éh éh::: estivesse então ..éh:::rejeitando as opiniões dos pais...NÃO não a:::::éh::: algumas opiniões mas rejeitando o AS opiniões dos pais...então eu acho que isso é complicado se o adolescente éh:::no momento que ele vai mudando e ele vai sendo/vai se envolvendo com o grupo com idéias com pessoas e ELe começa a alterar os valores eu eu não estou dizendo assim ....que meu filho chegue pra mim e fale ah pai música mais besta que você gostava ....isso não tem problema....porque é uma questão de geração

[

EM: éh

SP: que ele ele vai falar ( eu vou falar ) meu filho é música do meu tempo/ a música dele é diferente é mais evoluída....mas a partir do momento que ...os valores começam mudar / os valores até

[

EM: o caráter né?

SP: o caráter né? den .... dentro da família isso nisso há um complicador e e e principalmente se é ALgo que não se possa voltar atrás

[

EM: não aí aí S. aí é que tá....

SP: que não possa alterar

EM: eu acho que nesse nesse momento o diálogo é esssencial pra saber como é que está a cabeça do adolescente qaul é a intenção...porQUE que ele faz aquilo?o que /como é que se sente com aquela roupa....é importante pra ele...sabe e e tá conversando muito como amiga/e a função dos pais é mais de amigo...

SP: de amigo

EM: se QUER ganhar se não quer perder de vez...porque se você começa a a a:: eu não aceito eu não aceito ele vai fazer ele vai fazer escondido e vai cada dia fazer mais escondido se distanciar PROcurar outros amigos....e aí é que entra o perigo

SP:porque a gente não sabe quais são os amigos que ele vai...

EM: que ele vai procurar e que conSElhos vão dar

SP:é verdade

EM: sabe e e é é um perigo.... sabe ....agora outro perigo...

[

SP: eu.

EM: quer dizer com tanto piercing hoje... será que isso num num causam uma deformação até um... vício...eu vejo ... éh...você éh...perceber as pessoas que têm piercing ...se você tem um piercing na língua você já percebe....pessoas com aquele GESto que parece que vira uma maNIa

[

SP: uhn

EM: com aquilo na língua com aquilo no nariz gente é é ...isso é preocupante porque isso num isso não pode causar uma deformação...que depois uma conseqüência grave por isso que ter uma conversa muito antes ..

SP: é verdade

EM: conseqüência...vamos pensar nisso vamos ver o que que é isso ...o que que isso vai trazer ...e AManhã?

SP: é complicado...na orelha né?costuma ter uma uma um enrijecimento da cartilagem começa a encolher e causa uma deformação...peiercing na orelha por exemplo o furo na orelha é um pouco complicado traz algumas conseqüências e éh:::eu...eu tive observando uma coisa até:: no meu menino mesmo ...aSSIm o a im a im.... impressão que a gente tem do adolescente é que é que ele quando ele é adolescente quando acontece aquela metamorFOse aquela muDAnça ele ele quer aparecer... ele quer assim aparecer e ALgumas vezes para aparecer ((risos))em vez dele se MAnifestar às vezes ele ele se retrai

[

EM: retrai

SP: justamente... se ele ...se era pra falar ele fica calado...esse tipo de coisa ...mas éh::parece que o meLHOr caminho mesmo é o diálogo porque éh:::eu tive uma experiência inclusive ...justamente com ele ...que:::eu havia falado assim com ele eu falei olha ...éh:: nada do que você fizer de errado na sua vida e:eu vou lá pra pagar alguém pra que você não seja punido..,tudo aquilo que você fizer você vai ser responsabiliZAdo... mas enquanto você éh: não mentir pra mim ...enquanto você confiar em mim e se abrir comigo ...TOdo tudo o que você precisar passar pelos erros que você cometer ...eu não vou deixar você passar sozinho...mas assim eu não vou te POUpar de assumir

[

EM : de assumir mas o está junto

SP: mas o está junto..não te/ não dizendo lá que você não tenha feito que você não mereça

NÃO ...mas vo:num vou te abandonar num vou te deixar...só que eu preciso... que... você confie em mim ....como EU também estou confiando em você...porque a partir do momento não tiver coragem de me contar o que acontece com você então é porque não existe confiança ...né? não existe ...não existe segurança em você pra me dizer...então não é um erro .... um um que um filho cometa que o amor de um pai de uma mãe não possa superar...mas a gente também não pode tirar dos filhos do dos valor dos filhos da o peso da responsabilidade de assumir aquilo que ele fez do ...o de errou o de caiu ...tem que ser éh::resolvido tem que ser acertado

EM: mas uma das coisas também que acho que ajuda eu acho que desde criança a gente tem que cultivar isso esse hábito de ser amigo do filho de sair junto...ir no cinema junto ir no passeio junto de está com ele participando das coisas e sempre procurar coloCAR o seu problema quando você disse você tem que confiar em mim porque eu vou está com você você está em outra palavras dizendo olha ....um problema da família se resolve em família...se vai paGAR você vai pagar a família vai está junto te ajudando....agora ( )eu costumo dizer éh éh pra R. costumo dizer...um problema nosso filha...um problema do papai é NOsso ...um problema da mamãe é NOsso o seu problema é NOsso ...que um problema éh éh de um a um membro da família É DA famlia e tem que tá junto resolvendo você tem que cedER vamos ceder juntos...PRA quê?

SP: é verdade

EM: pra que eles POssam.... éh éh ganhar essa confiança de poDER tá falando com a gente ...eu já vi mãe...dizer se o meu FIlho aparecer com um piercing ele não entra lá em casa ...eu já vi mãe dizer

[

SP: eu já vi também

EM: eu já vi mãe dizer por exemplo se meu... minha filha aparecer grávida ... ela não entra em CAsa...e sabe o que acontece? A filha.... não só arrumou um como arrumou vários e AÍ?e ai você fala sem pensar ...você não é amigo do filho ...

SP: a repressão só piora né?

EM: a repressão

[

SP afasta

EM: vai piorando vai afastando e não diminui essa rebeldia... a tendência é pioRAR...

[ [

SP: afasta éh

EM: a tendência é piorar

SP: éh

EM: porque se a gente no no não confiar ... nessa educação que se dar nos valores que se dar nos ( ) no está junto S. ( a gente ) não teria FIlho..

SP: é verdade

EM: agora o que seRÁ que ta faltando ?você vai conversar com o adolescente desse...tem um um::: menino lá na escola é assim ele NÃO TEM essa rebeldia aPAREnte mas ele tem uma revolta ele éh éh retraído fechado... e ele tem uma mania ....tudo o que ele faz quando ele ...você vai procurar ele já diz assim éh... eu SEI...eu sou sempre culpado de TUdo....sabe aquela mania de perseguição...PRA se abrir... com a gente ...ele diz assim....quando vo.../conVERsa o que que você está pesando? FAla pra gente ...ele diz assim eu não me abro nem com a minha mãe...e ele se fecha numa tal forma num casulo que... o menino . é revoltado...sabe aquela coisa revoltado?ele diz que é revoltado mas ele NÃO DIZ o porquê ...ele tem uma revolta tão grande com a mãe...ele não tem diálogo a mãe não tem diálogo ...é daquele que reprimiu reprimiu reprimiu você não vai pra pra rua mas você também.... não diz o porquê você não vai pra rua...

SP: é verdade

EM: então QUANdo a mãe não deixava ele pra rua ele dizia que a mãe dele deixava ele viver numa prisão....será que não foi falta falta de mostrar a causa porQUE você não deve ir pra rua?

SP: é verdade....e e de também de ser flexível em alguns outros pontos né?em casa por exemplo a gente teve uma situação/ teve uma ocasião em casa em que ele não podia fazer nada....po pode a gente pode ir na rua ?NÃO...aí começava/pegava uma bola inquieto/adolescente não pára né?aí começava bater a bola.... PÁra com essa bola....aí subia lá começava pular na cama /PÁra na cama ...eu falei i:::mas o que será que eles POdem fazer? o que eles/ o que a gente o que a GENte parece tá querendo deles eles não podem fazer que é parar ...(estacionar) eles não podem fazer

[

EM: não pode ( )

SP: éh éh justaMENte e e a gente tem que ter esse/aliás a até um certo respeito porque é assim...nós somos de uma outra geração...MAS embora até éh éh considerando o que você tinha falado que ... eu também eu eu não fui como o L. o o E ...mas muita coisa é mui é até semelhante...mas veja BEM ....só que para O MEU pai eu já não era como ele ERA para os seus pais né?ele já olhava pra mim e falava assim ...pôxa... eu não era assim como o S...e e eu também já vejo que o L. não não é como eu ...embora vai se se mantendo os vaLOres éh éh::até algumas tradiÇÕES né? bom ...conservando assim éh alguns aspectos da da vida da gente /da vida social da família ...mas ...algumas .....mudanças acontecem ...e eu acho que é preciso....a a tolerância e::ela é muito importante ...porque::: éh:::se não houver tolerância e::eles também não não tem não adquirem confiança não coLOcam confiança ....

EM: toleRÃNcia diÁlogo a confiança....

[

SP: nos pais

EM: aí o teu filho vai lá ....porque assim ...quando eu digo assim... eu falo hoje ((ruídos)) ( ) a R. queria porque queria colocar um brinco eu não queria pôr...

SP: uhn

EM: eu falei pro E. ...olha amor do que que adianta a gente ficar segurando segurando segurando ... depois mais tarde ela vai pôr do mesmo jeito

[

SP: vai colocar

EM: enTÃo eu vou furar agora e vou pôr

SP: é verdade ...ela ... e é assim que acontece

EM: sabe? eu vou furar hoje a orelha e vou pôr porque eu reprimo a pessoa reprime reprime reprime ....aí chega uma idade ele diz ah...pois é...aGOra eu posso fazer ...aí lá pinta o cabelo de vermelho pinta de verde aí... vai lá põe uma roupa maluca ... minha mãe ah ela gosta de uma roupa assim mas eu não vou pôr assim não eu vou provar que EU POsso comprar minha roupa....

SP: é verdade

EM: eu posso ser diferente

[

SP: mostrar que tem autonomia

EM: eu tenho autonomia ....o que que a gente conquistou com isso?....

SP: éh ...não teve um bom resultado...

[

EM: Nada

SP: eu acho que:: muitas vezes ...na maneira da gente tentar conduzir adolescente ... a gente pode... traZER pra vida deles uma sensação de cULpa....

EM: e ajuDÁ-lo na...nessa rebeldia

[

SP: (is...isso )

SP: é verdade

EM: eu acho que às vezes o adulto a for....falta de diálogo a falta de confiança éh éh éh essa essa conversa mesmo esse diálogo entre família esse está junto...às vezes você cria nisso essa rebeldia....ou às vezes até esse materialismo de co::::.... eu ouvi de uma colega que ela dizia assim....sabe... e i:::isso em parte... causa essa a rebeldia às vezes na adolescência de querer fazer tudo ...tudo é em torno do dinheiro ...tudo é em torno disso ...mas você esquece dos valores de trabalhar os valores de seus filhos ....aí ele chega numa idade que ele pode ele quer fazer tudo...aí ele quer ser rebelde aí ele quer arrumar os amigos ...e meu pai gosta de sair pois eu não gosto de sair ...ele acha que é legal ir ir ir à igreja...eu não vou à igreja ele acha que é legal ir ao cinema eu não vou ao cinema...

SP: é pra contrariar né?

EM: eu não POsso levar meu amigo em CAsa.... então eu tenho outra amiga....eu eu tenho exemplo disso na família minha irmã ...as meninas elas não podiam levar um amigo em casa ...SAbe o que que elas fizeram? as escondidas elas tinham os piOres aMIgos ...

SP: acho que o pai tem que conhecer os amigos

EM: elas saiam e faziam as piOres COIsas ...quer dizer....às vezes eu / faziam abrir a porta/ não... /traz seu amigo aqui ...venha tomar um café aqui...vão fazer o trabalho juntos...eu vou fazer um lanche pra vocês juntos....não não pode trazer...não ah::: ..não pode ah: não pode ....elas arrumaram os piores amigos....os piores a...tudo o que a mãe ensiNOU faziam o contrário nas costas ....aí começaram com a mentira...e se afastar e se afastar no...ela falou nada pode ....ou seja ... foram exatamente o contrário daquilo que ela cobrou que ela cobrou cobrou cobrou cobrou ....será que a cobrança é demais ou é o diálogo?será que você não tem que ser mais amigo do seu filho?

SP: e confiar também

EM: e confiAR também

SP: dar o voto de confiança também porque ele como como pessoa ...meREce também...uma chance de de de ser de de ter crédito ...né? então quando vo ...você havia falado aí respeito de que o::o pai ou mãe diz assim ...não...se aparecer grávida em casa não ENtra ... éh eu acho isso muito preocupante porque um dia desse eu vi um pai dizer ...que se o filho chegasse em casa ...mais... mais do que onze horas ou meia-noite alguma coisa assim que ele não entraria ...MAS aí eu me pergunto ....e não porque eu já tenha nascido certinho...é porque eu tenho ou::ouvido isso e a gente tem visto que os resultados

não são bons

[

EM: não são bons

SP: escuta aqui...se o filho não pode chegar em casa tarde...ele tem um horário pra chegar ...se ele chegar mais tarde do que o horário que ele chegou ...e você diz pra ele que ele não vai entrar que chega mais tarde do que o horário...o que você fez com ele? colocou ele na RUA ...falou pra ele...NÃO .... fica....será que porventura ele ali naque...quando enfurecer aquela ...rebeldia dentro dele ele fala bom....éh eu vou chegar mais tarde não posso entrar mesmo...

[

EM: não vou poder mais entrar

SP: então já vou chegar logo atrasado

[

EM: eu vou beber


EM:eu vou fumar ....ah eu vou me drogar

[

SP: ficar a vontade

SP::justamente

EM: eu vi de uma mãe esses dias de uma aluna sabe o que que ela fez? a menina chegou depois do hoRÁrio? ela deixou dormir do lado de FOra ....

SP: pois é

EM: uma de quatorze e a outra de dezessete....ela deixou dormir do LAdo de FOra...agora como é que uma mãe DEIta...sosseGAda...

SP: e a filha tá... fora

EM: e o teu filho tá do lado de fora...será que num basta/quer dizer você espeRAR ...senTAR....VER...converSAR...

SP: porque eu fico pensando assim ...quem é gente?será que o pai é mais gente do que o adolescente ou filho mais gente do que o pai? todos são iguais num são? todos são gente...tá os dois dentro de casa...o pai.. não gosta de som alto...o pai gosta de((risos)) som baixo...música tranqüila suave...o filho...num consegue ouvir um som baixo de JEIto nenhum...pra ele é no último voLUme ...aí o que acontece?...será que ...quando a gente reprime um filho ... será que a gente não está mostrando pra ele que ele está certo...na intolerância dele ....na rebeldia dele? a gente tá dizendo oh:::eu eu ...

EM: você tem que ter o mesmo gosto que eu

SP: éh ... pois é

EM: você não tem que ter personalidade você tem que ter a minha

SP: éh.... justamente....éh...quer dizer e e do jeito que porque o pai pode pensar que está ajudando mas tá agindo como o filho...se o o filho é mais novo é mais inexperiente... então ela acha que pode fazer uma coisa que pode fazer outra ...aí o pai entende que não é por aí...mas se o pai não for toleRANte com o filho... eu não tô dizendo que pode deixar ele fazer tudo o que quiser...mas ser toleRANte...remediAR...colocar um equiLÍbrio...olha...se você gosta de...

[

EM: sem aCORdo tal tal

[

SP: sim

EM: olha...agora eu vou ouvir o meu depois você pode pôr a SUA...

SP: a sua ....né?

[

EM: né?

SP: olha....eu eu ouço num volume de de a::té na escala de um a dez eu ouço em dois eu não ouço mais que dois...mas o filho gosta de ouvir dez....então faz o seGUInte ...co... vamos ver se a gente entra num acordo vamos ouvir seis sete...ameniza um pouquinho eu também vou vou aceitar ouvir um pouquinho mais alto...

EM: eu cedo um pouco

[

SP: porque você

SP: cede um pouco também....quer dizer...porque se o pai não é tolerante ...ele tá mais ou menos tomando a atitude ...que um adolescente::: normal tomaria...não eu vou pintar o cabelo de verde...por QUÊ? porque todo mundo tem o cabelo preto ((riso))...eu vou colocar piercing na língua ....por QUÊ? porque ninguém tem piercing na língua eu quero ser difeRENte quero chamar aTENção...aí se o pai fala que não você não pode e vai repriMINdo... eu creio que ele /por isso que ele fortalece a atitude

[

EM: fortalece

SP: do filho

EM: em vez de um piercing ele vai pôr dois três ...

SP: justamente...pra contrariar...pra ver se ...se chateia ...eu eu creio que muito dos....eu::::

EM: as atitudes dos adultos às vezes

[

SP: as atitudes

[

EM ajudam

[

SP: se refletem...

SP: reflete nas atitudes

[

EM: reforçam né?

SP: éh reforçam.... nas atitudes dos filhos...muito...MUIta coisa ...eu não tô dizendo que seria perfeito se.... se NÓS agíssemos totalmente certo...porque mesmo que um pai agisse cem por cento correto seu filho podeRIa errar ....um pai não vai a acertar cem por cento...mas se acertasse não significa que o filho teria que acertar que um ser humano e pode errar...MAS ...éh:: eu acho que:::parte assim do do do da infelicidade da da vida que um adolescente leva parte dela é responsabilidade do pai...responsabilidade da família...não é totalmente culpa mas parte é....quem sabe um uma maneira diferenciada pra pra lidar com as coisas e eu acredito muito assim na tolerância porque a tolerância fala de amor né?e e:: se não há tolerância não há amor

EM: e amor é ceder

SP: e amor é ceder...renunciar ...né? o::AMOR ele não concorda com o que é errado mas ele toLEra é paciência ele espera o tempo certo... ele espera que o tempo:: volte que as coisas mudem ele espera que outro reconheça ...né? e e e:::e o que que a gente ensinaria éh éh::pro pro filho ...às VEzes .... po...tem uma coisa interessante...às vezes o adolescente ele não conversa muito com o pai ...com com o adulto com o professor e às vezes ele conversa muito com outro o adolescente ele adquire mais confiança lá porque o outro concorda com ele o outro aceita ele...

EM:mas sabe qual é muitas vezes /lembra dum estudo que nos tivemos com o ZM?sabe por que às vezes os nossos filho não conversam muito com a gente?ele deu um exemplo... sua filha pequenininha ele chega chega pra você e diz assim...AH papai eu tô namorando com fulano...que naMOro seu naMOro é uma cinTAda...aí seu filho vai crescendo e nunca mais vai falar ...quando ele chegar na adolescência ela não vai contar

[

SP: ahã ( )

EM: por que você não chegou e conversou sobre o:: assunto...ah É? ah e COmo é que é?você gosta DEle vocês brincam juntos?que leGAL né?tá... ah vocês tão namorando ...e AÍ?como que vo...cês tão saindo vocês pretendem continuAR vai trazer em CAsa não NÃO... sabe eu vi de um pai esses dias a menina tava LÁ estava na escola ficou até tarde com o namoradinho o pai dizia eu NÃO ACEIto eu não aceito eu falei pai é melhor você conversar com ela já estão namorando... namorar em casa ...NÃO mas eu NÃO QUEro eu não admito...adianta não admitir?ela FAZ... nas COStas...

SP: éh... faz escondido...isso é pior

EM:e ele tá reforçando a menina a fazer alguma coisa errada ...o menino não é um menino mau...é um menino de família é uma família normal...nao é um menino que use droga e nada disso...mas ele não aceita....e o que ela tá fazendo?errado...continua fazendo...ele está dizendo você não vai fazer isso e ela tá dizendo eu provo que eu faço

SP:éh...eu acho que isso que

[

EM: eu provo que eu faço

[

SP: você está falando é interessante

:porque o diálogo também é fruto de amor...que se você não tiver amor você tá irriTAdo oh,eu tô cansado só quer me contrariar?tudo que me faz tá me contrariando... então eu não quero nem conversa com você eu ano ACEIto e pronto.. então faltou o amor porque se se ama vo você vai converSAR.... “poxa” mas eu vou ter que falar de NOvo isso ...vou falar de novo

[

EM: é

[

SP ( ) paciência

EM: e aí a gente se preocupa muito de orientar os adolescentes....e esquece que muitas que é a faMÍlia que tem que ser orientada pra liDAR com o adolescente...

SP: pra lidar com o adolescente.....é verdade

EM: ao invés de investir no adolescente......só invista na família pra aprender a lidar com o adolescente

[

SP: é

EM: com a fase adolescente....e todos passaram pela adolescência....mas a maioria não quer aceitar que o filho vai passar PEla adolescência....

SP: éh.....eu acho que uma forma assim do do PAI lidar com o adolescente....éh:::ele ele fingir que ele é adolescente....éh porque se ele não/ de conta que ele é adolescente....ele não vai ele mesmo...né?assim...se eu quiser ver meu filho...então eu faço de conta que eu sou ele...porque se eu fizer de conta que eu sou ele aí eu vou começar pensar mas como é que ele me ver né?como que eu sou....será que eu grito com ele....será que sou muito ranzinza....como que... como que ele me ver?porque a gente NUNca se ver né? a gente ver o filho ver os outros ....mas... agen....a gente não ver ....por exemplo...eu o S ....eu não vejo o PAi S. ....não vejo....quem ver isso é o L... a N. e R.eles vêem o pai S...

[

EM: é

SP: então ...eu acho que se a gente se colocar no lugar deles ...assim a gente pode ter uma chance de observar melhor como nós somo como eles nos vêem ....por exemplo...eu tava observando u::ma vez assim até em casa mesmo algumas vezes...éh....você já imaginou você pedir pra um adolescente parar de gritar....e vo e e ele tá lá toda aquela algaZArra você chega assim oh PÁRA DE griTAR FALA BAIXO....você ta gritando com ele((riso))ele ele não tá entendendo como que como que é que faz esse negócio como é que eu consigo ....falar baixo gritando....às vezes o próprio pai exige do filho uma coisa que ele ali não ta fazendo...o filho nem BAte boca com ele.....mas olha e fala ah NÃO eu vou fazer eXAtamente como ele tá fazendo...ele tá me dizendo como fazer....entao quer dizer como é que você pode exigir uma coisa... que você ã ã não faz....que você não não éh::é compliCAdo isso... vo...é ....embaraçoso

[

EM: você me fez você fez

me lembrar de uma filme que nós assistimos não me lembro do nome do filme a mãe que a filha adolescente muito rebelde a mãe ficava LOUca com aquilo... meNIna.... éh éh éh entra até um pouco de espiritismo o filme né?porque é assim ...aí houve uma discussão dela tá....( ) no num restaurante...e uma senhora lá que tinha poderes né? fez com que trocasse

[

SP: ahã

EM: a personalidade

Doc.: éh a sexta -feira muito louca?

EM: sexta-feira muito louca....a meNIna/a mãe passou... a agir como se fosse a menina ...

[

SP: AH

sim...

EM: e a menina passou a agir como se fosse ela (( a menina passou a agir como se fosse a mãe))

SP: ahã

EM: e elas ficaram assim vários dias ...e ficaram num dilema...porque aí quem foi pra esCOla....era a menina....mas com a cabeça da MÃE....

SP: certo...

EM: quem foi trabalhar?a mãe... mas com a cabeça da meNIna....e era uma loucura que ela tentava dominá-la e não conseguia olha...percebiam a mudança mas....quando percebiam tavam agindo como a outra...e não conseguiam ser diferente.... isso durante dias elas ficaram naquela ...

[

SP: exatamente

EM: naquela LUta naquela LUta e a mãe ia casar novamente....e ela não conseguia voltar a ser o que ela Era...ATÉ que éh éh:::de última hora ....depois de u´a mudança.../quando a mãe passou a entenDER ....e ver diferente....aí foi que houve ... a mudança....

SP: aí pode se ( )

[

EM: aí sim

ela a a filha passou a entender a mãe a partir daquele momento e a mãe passou a entender a filha...passaram a viver bem....

SP: ahã

EM: éh ....quer dizer....foram se coloCAR .... no lugar da outra...no papel da outra...

[

SP: e e .

eu acho que é justamente um pensar do lado do outro....SÓ que aí tem um detalhe intereSSAnte ....e:: Até ....nós que somos adultos...éh nós que somos adultos até....pra gente falar isso realmente a gente tem que tá aprendendo algumas coisas....

EM: é é

SP: veja bem...o éh:::o o filho tem que se colocar no lugar do pai...mas ele é.... mais inexperiente....mas novo que o pai...o pai tem que se colocar no lugar do filho só que aí tem um peso....porque ... tem....toda responsabilidade

[

EM: porque toda a responsabilidade

SP:o pai já foi filho já foi adolescente...e é MAIS maduro ....então ....no final disso tudo a gente ainda ver o seguinte....que o adolescente por ...piOR entre aspas que vem a ser a....vida....as as atitudes dele...ainda a responsabilidade maior é do pai....

EM: é...

SP:porque o pai sendo mais a sendo adulto...sendo mais maDUro...SE... tem que haver tolerância....a tolerância tem que começar do pai ...se tem que haver éh...respeito um pelo OUtro tem que comeÇAR do PAi...porque NÓS é que ( ) ensina o pai a respeitar o o filho...é o pai que ensina ((riso))o filho respeitar o pai...e Isso.. co.... deixa a gente numa situaÇÃO...

[

EM: e isso

com respeito mutuo ...que o pai não pode esquecer ELe já passou pela adolescência...

SP:sim...

EM: e quantos que foram até TÃO rebeldes quanto os filhos e esQUEceram DIsso....

SP: esqueceram que já foram adolescente

EM: esqueceram que foram adolescente

[

SP: é verdade

EM: e às vezes que foram tão rebeldes na adolescência são MEnos tolerante do que os outros....

SP: é verdade....

e....

[

EM: e é o que causa MAis rebeldia ...

SP: vai refletir lá na frente na...

EM: mais rebeldia...o adolescente não tem amigo em casa vai procurar amigo lá fora...

SP: é verdade.....porque existe tolerância....

EM: lá....lá fo... fora tá existindo tolerância

[

SP: tendo tolerância

tolerância...toleRÂNcia... respeito....porque é assim oh....você....eu posso não concordar com você...mas você ... faz o que você acha o que você deve fazer...aGOra mesmo que o PAI não diga pro filho ...NÃO você pode fazer tudo o que você quer fazer...mas quando ele diz po....quando ele diz p´ro filho assim... olha eu entendo você.... ou pelo menos estou procurando te entender...aí ele adquire confiança do filho...ele imagina assim.

EM: e o resPEIto ...que a mãe dizia/ a mãe tinha uma postura muita....eu dizia pra ela....mãe ...eu vou pra tal lugar....eu posso ir p´ra tal lugar? ela dizia.... olha filha ....tal lugar tem isso isso e aquilo outro....você é que sabe ...com quem cê vai? com tal fulano....então você já sabe ( ) se você achar que dar PRA ir...VÁ...tá? a responsabilidade é tua...e na MAioria das vezes quando ela se colocava assim ....eu acabava desistindo ( ) ser um lugar ( )porque eu achava que a responsabilidade era muito grande...eu tinha que IR....era um lugar que não convinha tanto...qué dizer ia ter que ter muito cuiDAdo...e que podia ...acabar acontecendo alguma coisa ....

[

SP: alguma coisa....

é verdade...

EM: e eu acabava desistindo...ela nunca dizia não:: NÃO cê não vai....

SP: é ::porque eu creio que o que você tá falando é:: interessante ...a PROibição é uma arma muito perigosa....proibir....nem Deus proíbe....Deus....

[

EM: porque dar livre arbítrio

SP: dar dar livre arbítrio ...ele não proíbe nada...e quando você proíbe...quando você proíbe uma coisa você diz o seguinte OH... não HÁ acordo...não HÁ conversação...não há a mínima possibilidade....quando você proíbe você diz assim a porta está fechada...nem toca no assunto...aí não vai tocar mesmo ele vai fazer o que ele quiser...porque tá proibindo...quando ele ver a tolerância ele vai parar pra converSAR ...vai parar pra.. indagar ...vai admitir...que não sabe tudo...que normalmente adolescente acha que:: sabe tudo né?faz tudo que pode tá em todos os lugares ao mesmo tempo ((riso))mas aí ele vai refletir e vai ver que não é assim....eu Acho que o começo pra um adolescente::conhecer a sua fragilidade é quando ele olha pro pai e o pai fala pra ele oh filho eu erro também...eu eRRei Muito eu Erro...eu também sou frágil....aí

[

EM: na sua FAse ..

[

SP: ( ) confiança

EM: .na sua fase ...

{

SP: é

EM: essa FAse eu fiz tanta coisa errada...como foi complicado pra mim

[

SP: é....

EM: teve coisa tão ma....depois eu perceBIa as conseqüências...

SP: aí que fui entenDER mas aí já não tinha jeito de voltar aTRÁS ...né? já tinha passado...

EM: olha... isso aí uma éh éh éh uma ( como se explica ) às vezes você se coloca no lugar e diz ...eu também fui eu também ( conheço ).. teve e teve conseqüência do meu erro um...não teve volta....

SP: é...e isso isso é uma situação complicada sabe por quê?um dia desse eu tava observando o seguinte...éh como é que um pai pode querer competir com o filho?será que um pai ser éh... mais des-envolto que um filho? NUNCA... NUNCA....o FIlho é mais novo...o FIlho tá mais aBERto ....o pai não...o pai tá bem mais carregado.... a situação é mais complicada...o OH eu eu tô dizendo isso porque é assim né? A gente lida com música....eu descobri que o L ....QUEro eu queira ou não ...o L. vai ser ...um músico muito melhor que eu...

EM: clAro...

SP: não adianta eu ...ficar comPETINdo com o L....o L. quando pega o vioLÃO ele faz coisas que eu não sei...aí eu fico olhando... e fico assIM onde tá o erro mas não existe erro gente...ele é o filho eu ( )

[

EM: (até )porque mesmo S. isso

ele teve o acesso muito novo e coisas que voCÊ não teve..

SP: é:::verDAde ....as oportunidades vieram ...

EM: vieram antes....e é muito....e ele conviveu com isso ....ele foi estimulado bem antes...

SP: é verdade

EM: ele conviveu com você ali com a música...voCÊ não ....você aprendeu... você gostar mas você teve a oportunidade de aprender dePOIS...

SP: é verdade...

EM: e Ele não ...a mesma coisa os nossos filhos...eles têm acesso a coisas que nós viemos ter quando? muito depois ou quando adulTO....

SP: é verdade

EM: e hoje quando a gente fala assim.....quando às vezes o E. fala ih filho quando eu vim ver isso foi quando eu tinha tantos anos...eles dão risada..

SP:então...não conseguem....não conseguem entender....é verdade....mas isso é mesmo...e e e eu ten....tenho passado essa experiência ...que:: vem avençando...e outra coisa.....o fi....o pai às VEzes ...sabe....quer competir com o filho ...mas tem uma coisa...o filho gosta de competir com o pai ..tem uma coisa que o filho gosta de fazer ...provar pro pai que é melhor que o pai...isso ele gosta de provar pro pai que é melhor que o pai...

[

EM: ((risadas))

SP: e aí sabe...se o pai quiser aprender e ensinar o filho...tem que deiXAR...sabe por quê?vai ensinar pro filho que o filho dele vai agir da mesma forma...((riso))vai querer competir com ele...vai querer proVAR que é melhor que ele...que que sabe mais que ele...afinal de contas o estudo tá mais avançado que do pai dele...ele teve.... e Aprendeu mais ...então e e esse tipo de coisa ...eu acho que isso... também é importante pra poder criar este laço ... esse vínculo né? essa essa amizade confiança de respeito

[

EM: de amizade...e carinho o resPEito de confiança

SP: é verdade

[

EM sabe ( )

é é essa relação mesmo

SP: eu acho que::

EM: o pai né né é um ser humano ....

SP: talvez não seja tudo ...mas é... uma parte né? (( falando com o Doc.... se justificando que talvez tenham falado tudo ou não sobre o assunto proposto))

EM: ((risos))

04. Análise

04.1. As Marcas da Oralidade na Escrita

04.2. O Planejamento

Observando o início do diálogo ou vários pontos do seu desenvolvimento,podemos observar que os informantes planejam sua organização discursiva. O que podemos observar o que colaborou para o diálogo fluir normalmente foi a afinidade e experiência de ambos no tema proposto. Os fatores pragmáticos ,como o conhecimento antigo um do outro,o local onde ocorreu o diálogo – dentro do próprio lar de um dos interlocutores, ajudaram os falantes levarem a diante o discurso.

A princípio o falante SP se mostrou inseguro iniciar o discurso. Pediu que EM começasse,pois só começaria depois que alguém encabeçasse a conversa . Quem principia a conversação é EM e SP apenas concorda como uma forma de colaborar e se solidarizar com seu interlocutor e levar o diálogo adiante.. Parece que estava observando o que EM falava para entrar no discurso. ´É só na seu sétimo turno ( sua vez) que SP se acha seguro e leva o diálogo adiante com par de igualdade. Assim,o conhecimento comum dos dois falantes sobre o tema ,e o envolvimento do dia a dia com adolescentes ,(não houve dificuldades de argumentarem e um se solidarizando com o outro.):

Doc. : agora é com vocês.

SP: e aí EM, que que cê acha?

Doc.: fala alto.

SP: começa falar aí EM

[

EM: olha e :: eu acho

[

SP: só começo falar depois que alguém....

[

EM:eu acho muito complicado essa éh éh... essa relação com adolescente...


04.3. As Marcas da Oralidade

Outro recurso importante que ajuda no planejamento verbal ou organização do pensamento são os marcadores conversacionais. Estes servem para ligar unidades comunicativas, de orientar os falantes entre si. ( cf. Marcuschi,1997:61).

Marcuschi divide os marcadores conversacionais em recurso verbais e não-verbais ou paraligüísticos ,e supra-segmentais.

Sobre os recursos verbais o autor citado diz que eles

não contribuem propriamente com informações novas para o desenvolvimento do tópico,mas situam-no no contexto geral,particular ou pessoal da conversação.Alguns não são lexicalizados,tais como “mm”, “ahã” “ué” e muitos outros.(op.cit.p.62,63).

E “os recursos não verbais ou paraligüísticos ,tais como o olhar,o riso,os maneios de cabeça,a gesticulação,tem um papel fundamental na interação face a fac”e.(op.cit.p.63)

Já “os recursos supra-segmentais. São de natureza lingüística,mas não de caráter verbal. Os dois mais importantes (....) são as pausa e o tom de voz”.(op.cit.63)

E quanto às pausas, Marcuschi divide-as em dois tipos,a saber:

  • Pausas sintáticas:

De ligação: serve como conector qualquer como “e” “mas” etc. funcionam como construção interna da unidade comunicativa.

De separação: delimitam ou separam unidades comunicativas, vem logo depois de um sinal de fechamento de unidade ou baixamento de voz.

  • Pausas não-sintáticas:

De hesitação: servem para o planejamento verbal.

De ênfase: essas pausas sinalizam o pensamento, reforçam ou chamam a atenção.(cf.op.cit.p.63,64).

No texto em estudo vamos pontuar os marcadores conversacionais verbais incluindo algumas expressões não lexicalizadas e os supra-segmentais como as pausas e o tom de voz.

Ao longo de todo o diálogo vemos as marcas da oralidade como as pausas, hesitações, tom de voz e expressões não lexicalizadas. Por isso foram selecionados apenas alguns segmentos do texto para mostrar essas marcas que podem ser visualizadas em negrito como seguem:


04.4.Pausas de ligação e de hesitação como planejamento verbal

SP: e amor é ceder...renunciar ...né? o::AMOR ele não concorda com o que é errado mas ele toLEra é paciência ele espera o tempo certo... ele espera que o tempo:: volte que as coisas mudem ele espera que outro reconheça ...né? e e e:::e o que que a gente ensinaria éh éh::pro pro filho ...às VEzes .... po...tem uma coisa interessante...às vezes o adolescente ele não conversa muito com o pai ...com com o adulto com o professor e às vezes ele conversa muito com outro o adolescente ele adquire mais confiança lá porque o outro concorda com ele o outro aceita ele...

4.6.Analisando por parte as marcas da oralidade em negrito:

SP: e amor é ceder...renunciar ...né? o::AMOR ele não concorda com o que é errado mas ele é

(pausa de ligação que poderia ser substituída pela conjunção e entre os verbos ceder e renunciar )

toLEra é paciência ele espera o tempo certo... ele espera que o tempo:: volte que as coisas mudem ele

espera (pausa de hesitação e alongamento da vogal o na palavra tempo como planejamento verbal)

que outro reconheça ...né? e e e:::e o que que a gente ensinaria éh éh::pro pro filho ...às VEzes .... po...tem

(pausas de hesitação, repetição do e, da preposição pro e o prolongamento da vogal e:::e e da expressão não-lexicalizada éh éh:: como planejamento verbal )

uma coisa interessante...às vezes o adolescente

(pausa de ligação que poderia ser preenchida com é que )

ele não conversa muito com o pai ...com com o adulto com o professor e às vezes ele conversa muito com outro o adolescente ele adquire mais confiança lá porque o outro concorda com ele o outro aceita ele...

(pausa de ligação hesitação e repetição da preposição com como planejamento verbal )

4.7. A ênfase/ acento forte ou tom de voz como marca da oralidade

EM:eu acho muito complicado essa éh éh... essa relação com adolescente...rela.... relação:::DA reBELdia do ser diferente do...eu não sei.... eles têm uma FAse que ele ele estão saindo/ eles não são mais criaANças,mas também não são mais aDULtos...e eles querem proVAR pro mundo pra eles que eles POdem ser diferentes...o adulto é caREta...que às vezes tem aquele jeito motono mas assim é caREta....

Além das sílabas com letras maiúsculas em algumas palavras do texto acima ,indicador da entonação mas forte que o habitual, um dado interessante que também revela a marca própria da oralidade , é a incoerência no segmento da frase “....eles não são mais criaANças,mas também não são mais aDULtos...”,pelo contexto é perceptível que a intenção era dizer: eles não mais crianças ,mas também ainda não são adultos.


05. Outra função interativa do pronome você

Gramaticalmente o pronome você é a segunda pessoa envolvida no discurso. Mas segundo Preti, este pronome

adquire ,às vezes , uma outra função interativa,servindo como referência a uma terceira pessoa indefinida,a quem o falante atribui a ação(...) O uso da forma pronominalizada nesse sentido genérico ( o que também pode ocorrer com o pronome eu ) serve , na interação,para imaginar,não o que o interlocutor ,mas qualquer outra pessoa possa vir a fazer. Constitui um elemento expressivo, pois reforça os argumentos do falante, aproxima-o do interlocutor e contribui para dramatizar o diálogo. ( Preti,2002:59)

É o que podemos observar ao longo do diálogo estudado. Vejamos alguns exemplos nos seguintes tópicos:

EM: se QUER ganhar se não quer perder de vez...porque se você começa a a a:: eu não aceito eu não aceito ele vai fazer ele vai fazer escondido e vai cada dia fazer mais escondido se distanciar PROcurar outros amigos....e aí é que entra o perigo

EM: quer dizer com tanto piercing hoje... será que isso num num causam uma deformação até um... vício...eu vejo ... éh...você éh...perceber as pessoas que têm piercing ...se você tem um piercing na língua você já percebe....pessoas com aquele GESto que parece que vira uma maNIa

EM: eu já vi mãe dizer por exemplo se meu... minha filha aparecer grávida ... ela não entra em CAsa...e sabe o que acontece? A filha.... não só arrumou um como arrumou vários e AÍ?e ai você fala sem pensar ...você não é amigo do filho ...

SP: escuta aqui...se o filho não pode chegar em casa tarde...ele tem um horário pra chegar ...se ele chegar mais tarde do que o horário que ele chegou ...e você diz pra ele que ele não vai entrar que chega mais tarde do que o horário...o que você fez com ele? colocou ele na RUA ...falou pra ele...NÃO .... fica....será que porventura ele ali naque...quando enfurecer aquela ...rebeldia dentro dele ele fala bom....éh eu vou chegar mais tarde não posso entrar mesmo...

EM: se o teu filho tá do lado de fora...será que num basta/quer dizer você espeRAR ...senTAR....VER...converSAR...

SP: então ...eu acho que se a gente se colocar no lugar deles ...assim a gente pode ter uma chance de observar melhor como nós somos como eles nos vêem ....por exemplo...eu tava observando u::ma vez assim até em casa mesmo algumas vezes...éh....você já imaginou você pedir pra um adolescente parar de gritar....e vo e e ele tá lá toda aquela algaZArra você chega assim oh PÁRA DE griTAR FALA BAIXO....você tá gritando com ele((riso))ele ele não tá entendendo como que como que é que faz esse negócio como é que eu consigo ....falar baixo gritando....às vezes o próprio pai exige do filho uma coisa que ele ali não ta fazendo...o filho nem BAte boca com ele.....mas olha e fala ah NÃO eu vou fazer eXAtamente como ele tá fazendo...ele tá me dizendo como fazer....então quer dizer como é que você pode exigir uma coisa... que você ã ã não faz....que você não não éh::é compliCAdo isso... vo...é ....embaraçoso

Numa leitura atenta ,observando as desinências verbais nos textos acima , podemos observa que todos os pronomes em negrito(você) fazem referência a uma terceira pessoa do discurso, indefinida ,como o cara ou ele.

6.Marcas da Escrita na Oralidade

Durante o diálogo podemos observar que os interlocutores mesclam as duas modalidades ,do oral e do escrito,ao mesmo tempo,principalmente com relação à concordância verbal e nominal.Vejamos por exemplo algumas frases com concordância verbal e nominal adequadas ,de acordo com as regras da Gramática Tradicional na fala de SP,considerado um falante não culto,no sentido de não ter uma formação superior.

SP: éh éh justaMENte e e a gente tem que ter esse/aliás a até um certo respeito porque é assim...nós somos de uma outra geração...MAS embora até éh éh considerando o que você tinha falado que ... eu também eu eu não fui como o L. o o E ...mas muita coisa é mui é até semelhante...mas veja BEM ....só que para O MEU pai eu já não era como ele ERA para os seus pais né?ele já olhava pra mim e falava assim ...pôxa... eu não era assim como o S...e e eu também já vejo que o L. não não é como eu ...embora vai se se mantendo os vaLOres éh éh::até algumas tradiÇÕES né? bom ...conservando assim éh alguns aspectos da da vida da gente /da vida social da família ...mas ...algumas .....mudanças acontecem ...e eu acho que é preciso....a a tolerância e::ela é muito importante ...porque::: éh:::se não houver tolerância e::eles também não não têm não adquirem confiança não coLOcam confiança ....

SP: éh reforçam.... nas atitudes dos filhos...muito...MUIta coisa ...eu não tô dizendo que seria perfeito se.... se NÓS agíssemos totalmente certo...(...)

Bibliografia

MARCUSCHI, Luiz Antônio. Da fala para a escrita. Atividade de retextualização. 2.ed.,São Paulo:Cortez,2001,pp.112,113.

---------------- Análise da Conversação ,3.ed.,São Paulo:Ática,1997.

PRETI, Dino (Org.). Interação na Fala e na Escrita. São Paulo: Humanitas, 2002.



Um comentário:

eliene disse...

muito interessante